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  • Sipam: traficantes trocam aviões por barcos na Amazônia

    22 de julho de 2008 · Categoria: Cursos e Eventos

    A fiscalização por radares, satélites e aviões do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) fez com que o tráfico de drogas na Amazônia brasileira migrasse dos pequenos aviões para os barcos.

    Com isso, a ação criminosa perdeu a agilidade e os suspeitos tornaram-se presas mais fáceis das autoridades militares em ações conjuntas com a Polícia Federal, de acordo com o Sipam.

    O brigadeiro-do-ar que comanda a central de radares Cindacta IV, Carlos Eurico Peclat, alerta que, apesar do bom resultado, a carência de aviões-radar ainda é grande.

    Segundo o capitão da Marinha Wagner Gonçalves, traficantes, em sua maioria vindos da fronteira amazônica, usam a balneabilidade dos rios da região para o contrabando de itens que vão da cocaína a tartarugas em extinção. A detecção, no entanto, é mais fácil e a quantidade transportada é menor do que no tempo em que o transporte era aéreo.

    “Eles (criminosos) atravessam a fronteira já em barco, porque sabem que o radar agora detecta e a Aeronáutica aborda”, diz Gonçalves.

    Os aviões-radares complementam a ação dos radares fixos e dos satélites usados pelo Sipam para monitorar a selva amazônica e os 5.539 km de sua fronteira do Brasil com países como Colômbia – grande produtor e exportador de drogas.

    Segundo o Sipam, o Brasil possui três modelos Embraer 145 dotados com sensor remoto que detalha espaços impenetráveis aos satélites em determinadas condições climáticas, como tempo nublado. “Gostaria de ter pelo menos uns 50″, diz o Brigadeiro Peclat, que comanda um efetivo de 1589 homens em toda a rede do Cindacta IV.

    A defesa da compra de mais armamentos e o aumento do arsenal bélico do Brasil é uma unanimidade no meio militar. De acordo com o General reservista do Exército Antonio Burgos, que serviu na Amazônia, a ascensão do Brasil como potência econômica pode fazer com que surjam os inimigos.

    “O Brasil precisa entrar no rol dos grandes países e isso envolve se armar. O Brasil não tem condições de defesa e suas riquezas estão aí para quem quiser pegar”, diz.
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