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  • BH autoriza GPS para garantir segurança de taxistas

    27 de julho de 2008 · Categoria: Notícias

    Antiga reivindicação dos taxistas de Belo Horizonte finalmente vai sair do papel. A BHTrans publicou sexta-feira, no Diário Oficial do Município (DOM), portaria que autoriza os permissionários a instalar nos carros os equipamentos de posicionamento por satélite, o GPS. O modelo escolhido tem o objetivo de vigiar, rastrear, bloquear, coletar e transferir quaisquer outras informações relativas à operação do veículo, via satélite ou ainda por telefone celular. De acordo com o presidente do sindicato dos taxistas (Sincavir), Dirceu Efigênio Reis, os aparelhos devem começar a funcionar em, no máximo, 20 dias.

    O GPS será instalado em sistema de comodato com empresas e, segundo Reis, não haverá custos para os taxistas. O projeto será financiado pela mídia eletrônica, veiculada em painéis na parte traseira dos carros. Segundo Reis, a permissão de implantação da modalidade foi solicitada há quase dois anos. “É uma demanda da categoria e da própria BHTrans, pois o projeto vai agregar segurança a motoristas e aos passageiros. Estamos preservando o condutor contra o grande número de assalto e contra as mortes que tivemos ano passado”, afirma. De acordo com o presidente do sindicato, três profissionais perderam a vida em 2007. No primeiro semestre deste ano, houve dois casos de homicídios. Reis explica que uma central vai acompanhar os veículos, fazendo “um mapeamento da cidade com uma cerca virtual”, e, se alguém transpuser essa cerca, imediatamente um sinal será enviado à equipe de vigilância. Em situação de perigo, o motorista também poderá acionar o botão de pânico para o carro ser acompanhado a cada minuto, além do comunicado à Polícia Militar. “Não haverá 100% de segurança, pois isso não possível em lugar algum, mas será bem melhor”, ressalta.

    [b]Passageiros[/b]

    O taxista Rogério Pereira, de 36 anos, trabalha levando e buscando passageiros pelas ruas de BH há cinco anos, período no qual foi assaltado duas vezes, quando estava em lugares ermos e à noite. Ele está na expectativa da instalação do rastreador. “Se tiver mesmo, será bem melhor, pois haverá mais segurança”, afirma. Para o colega de profissão Luiz Rodrigues, de 34, o aparelho pode ser necessário quando o motorista se deslocar para lugares mais distantes.

    O condutor Wilson Vieira, de 54 anos, há 15 na praça, acha a iniciativa interessante, desde que não onere os taxistas. “É um indicador de segurança e um aval de escape para sair de uma situação difícil. Nunca fui assaltado, mas senti que poderia ser e não levei a pessoa. Hoje é muito complicado, pois não há como decifrar as intenções do passageiro levando em conta apenas a aparência.”

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