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  • Carlos Minc toma posse como ministro do Meio Ambiente nesta terça-feira

    27 de maio de 2008 · Categoria: Notícias

    Inpe só vai divulgar dados de desmatamento na Amazônia após posse do novo ministro.

    Ex-secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, toma posse como ministro do Meio Ambiente, nesta terça-feira (27), às 15h, no Palácio do Planalto, em solenidade com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A solenidade de transmissão de cargo será, às 18h, no auditório da Agência Nacional de Águas.

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    Brasília* – Os números do desmatamento na Amazônia Legal registrados no mês de abril pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não serão divulgados até que o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assuma oficialmente o ministério, o que ocorrerá amanhã (27). A previsão era que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apresentasse esses dados nesta segunda-feira (26).

    Na última quarta-feira (21), Minc antecipou números do Inpe e afirmou que os dados indicam um avanço significativo da derrubada de florestas na região, principalmente no Mato Grosso, que seria responsável por 60% do desmatamento, em abril.

    De acordo com a assessoria do Inpe, após a posse de Minc, representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia, ao qual o Inpe é vinculado, vão discutir com técnicos do MMA se mantêm ou modificam a estratégia de divulgação dos dados do Deter. O objetivo do adiamento da apresentação dos números é evitar que a divulgação de dados científicos seja influenciada pelo momento político, em referência à posse do novo ministro Meio Ambiente.

    Atualmente, o Inpe coloca à disposição os números ao acesso público na internet, cerca de quinze dias após o fechamento dos dados e depois de análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    O Deter fornece dados sobre a cobertura vegetal da região, para alertar as autoridades e orientar a fiscalização. A consolidação dos dados de desmatamento é feita por outra metodologia, o Programa de Cáulculo de Desflorestamento da Amazônia (Prodes), que define as taxas de desmatamento e é divulgado no segundo semestre de cada ano.

    * Por Luana Lourenço, da Agência Brasil

    (Envolverde/MMA)

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