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  • Coréia do Norte ameaça guerra a quem interceptar satélite

    9 de março de 2009 · Categoria: Notícias
    A Coréia do Norte avisou hoje (9) que "haverá guerra" se algum país tentar interceptar o satélite de comunicações que planeja lançar, informou a agência sul-coreana Yonhap.
    "Vamos responder com um ataque militar mais potente a qualquer ato de interceptar nosso satélite", informou um porta-voz da agência oficial de notícias norte-coreana KCNA, citado pela Yonhap. "Disparar contra nosso satélite de fins pacíficos significaria a guerra", reforçou ele.
    Pyongyang alega que prepara o lançamento de um satélite de comunicações, mas o Japão, a Coréia do Sul e os Estados Unidos alegam que se trata de um teste do míssil de longo alcance Taepodong-2.

    Em Tokyo, o Ministro da Defesa Yasukazu Hamada havia sugerido que, se a Coréia do Norte lançar um míssil balístico na direção do Japão, ele poderia ser interceptado através do seu escudo antimísseis. O governo japonês também declarou que um eventual lançamento de um míssil ou satélite violaria as resoluções da ONU.
    O novo representante especial norte-americano para a Coréia do Norte, Stephen Bosworth também chegou a comentar na semana passada que, "do ponto de vista dos Estados Unidos, não vemos uma distinção" entre um satélite ou um míssil.
    A tensão entre as duas Coréias também aumentou, já que o alerta de Pyongyang coincide com o início do treinamento militar anual realizado por tropas da Coréia do Sul e dos Estados Unidos, e que a Coréia do Norte considera uma ameaça de ataque. Durante 12 dias, tropas dos dois países simulam manobras de defesa e outras estratégias numa hipotética guerra na península. Pyongyang cortou o único canal oficial de comunicação com a Coréia do Sul enquanto durarem os treinamentos.
    O porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Kim Ho-nyoun, lamentou a decisão do vizinho, e pediu que pare de tomar medidas que só aumentam a tensão na região. Em resposta, o exército norte-coreano informou que seus soldados estão prontos para enfrentar qualquer "situação mais grave". Em janeiro, Pyongyang suspendeu todos os acordos de não confrontação política e militar com Seul.
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