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  • Corrida por geoinformação

    28 de julho de 2009 · Categoria: Notícias

    Empresas de mineração, saneamento e telecomunicações demandam cada vez mais serviços do setor de geoinformação. Além da crescente demanda, as empresas do setor apostam no potencial de crescimento do País, tanto que a geoinformação teve giro de US$ 20 milhões no ano passado, de acordo com estimativas informais, e a tendência é ter crescimento exponencial nos próximos anos. De olho nesse cenário, a Space Imaging do Brasil investiu US$ 500 milhões.

    Com know-how de quem já foi presidente da Agência Espacial Brasileira e Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Múcio Roberto Dias, diretor da Space Imaging, diz que a demanda cresce em ritmo acelerado e que centenas de milhares de quilômetros quadrados ao ano são mapeados pela empresa, que cobra em média R$ 50 por km² de imagens em arquivos e R$ 100 para uma área nova a ser margeada.

    “O satélite tem média de vida útil de sete anos. Para 2012 prevemos satélites capazes de mapear objetos a dimensão superior a 25 cm”, diz o executivo.

    Mineração

    Dias informa que o setor de mineração é um dos seus principais clientes, seguidos por cartografia, agricultura e meio ambiente, planejamento e gestão do uso do solo, e defesa e inteligência. “Nos Estados Unidos, 50% da utilização destes satélites são dirigidos ao Departamento de Defesa do país”, informa.

    A mineração também é alvo da Santiago & Cintra que acaba de lançar em parceria com a canadense Optech um novo scanner de longo alcance que reduz o tempo de mapeamento de um terreno de uma semana para um dia. Apesar de custar o dobro do seu antigo carro-chefe, Filipe Martins de Oliveira, gerente de marketing da companhia, garante que o ganho de produtividade e o investimento no novo modelo valem a pena. “Com o abrandamento da crise, os clientes voltaram a investir e querem equipamentos que proporcione mais qualidade, respostas rápidas e dinâmicas, além de otimização de tempo e produtividade”, diz ele.

    No momento a empresa dispõe de dois equipamentos denominados ILRIS para comercialização “já que o mercado não está tão preparado para esta nova tecnologia, demonstrando certa surpresa diante de tantos avanços”. Mas garante: todo o suporte técnico será dado e a importação do scanner é imediata.

    A Santiago & Cintra conta também com dois outros parceiros, a Topcon e a Trimble na atuação de áreas como topografia e construção, mapeamento e GIS ( Sistema de Informações Geográficas). Pela Topcon, a empresa apresenta o Estação Total IS, que além de fazer a medição também faz a coleta de imagens digitais. Já a Timble escolheu o Juno SC que possui câmera e moldem para celular.

    Multinacional

    Já a Lógica, empresa multinacional de origem britânica, oferece consultoria, sistemas de integração e serviços de outsorurcing de TI e processos de negócios para áreas de sistemas de informação geográfica como o SAP e o GIS. Um dos trabalhos em andamento da empresa consiste no mapeamento de todo o subsolo da cidade de São Paulo por meio de um convênio firmado entre o Departamento de Controle de Uso de Vias Públicas (Convias) e também a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

    De acordo com o gerente da prática de GIS, Marcello Martino, o GeoConvias consolida em uma única base de dados geoespaciais, todos os dados de localização das facilidades das empresas concessionárias de água e esgoto, energia elétrica, gás, telecomunicações e TV a cabo que foram autorizadas a utilizar o subsolo das vias públicas paulistanas.

    “O GeoConvias possui um conjunto de funcionalidades que permite, além da visualização e recuperação de características próprias, a análise e gestão das solicitações de obras realizadas pelas empresas e população em geral, de forma a minimizar os eventuais riscos e prejuízos materias nas redes existentes no local das obras”, diz o executivo.

    Outro foco de atuação na empresa é o setor de energia. Martino explica que a empresa contribui para gerir os ativos de distribuidoras como EDP Brasil, Grupo Rede e NeoEnergia. “O objetivo vai além de apresentar um serviço completo e encontrar a solução que o mercado busca. Fazemos a manutenção destes ativos, cuidando de cada ciclo por meio de um data center que hospeda esta solução”, diz o gerente.

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