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  • Empresas brasileiras se preparam para desfrutar de oportunidades em mercado de navegadores

    8 de abril de 2008 · Categoria: Notícias

    Em processo de transformação de produtos de luxo para artigos de primeira necessidade, os navegadores GPS para veículos têm agitado o mercado de empresas revendedores de aparelhos e de softwares de mapas e navegação. Os preços em queda, a maior oferta de mapas e o trânsito caótico têm acelerado o crescimento do setor. Em preparação para se beneficiar completamente das oportunidades, empresas brasileiras têm aumentado os volumes de importação de aparelhos e lançado serviços mais completos para navegação.

    De acordo com dados da consultoria norte-americana ABI Research, o número de aparelhos GPS em uso deve ultrapassar os 900 milhões em 2013. E mesmo daqui cinco anos, os navegadores para veículos serão os mais vendidos entre os equipamentos GPS. No país, segundo a Movix, representante da fabricante chinesa Mio, as vendas de aparelhos entre janeiro e fevereiro cresceram 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, a expectativa é importar 50 mil aparelhos e faturar R$ 15 milhões. O total de vendas deve superar as 100 mil unidades.

    Para a empresa, o aumento na frota nacional, em especial em São Paulo, é um dos principais fatores que têm beneficiado suas vendas.

    Segundo o coordenador de produtos da empresa, Luis Filipe Costa, um aparelho GPS permite buscar rotas alternativas que levam a uma economia significativa de tempo e combustíveis. Ele (o GPS) ajuda a escapar de vias que, tradicionalmente, apresentam histórico de trânsito lento, afirma Costa.

    A Maplink, empresa de conteúdo (mapas) e controladora da Movix, também tem multiplicado suas operações a partir da demanda por navegadores. Apenas no ano passado, o crescimento da empresa foi de 28%, ritmo que quer repetir neste ano.

    Cerca de 70% de sua receita é obtida com contratos corporativos, pelos quais fornece aplicativos de mapas, rotas e localização para clientes empresariais. Apenas no ano passado, empresas como Bradesco Imóveis, AGF Seguros e Drogaria São Paulo entraram para sua lista de clientes. Mesmo outras empresas que fornecem serviços online de localização em mapas, como a Microsoft e o Google, fecharam parceria com a empresa para usar sua tecnologia – que acaba concorrendo com o próprio site da Maplink.

    Para viabilizar sua meta de crescimento neste ano, tanto nas vendas da Movix quanto nas receitas com softwares e sistemas, a empresa aposta na diversificação de seu faturamento e aumento na oferta de serviços. Há poucas semanas, o Maplink lançou um sistema de monitoramento de trânsito, que pode ser integrado aos pacotes vendidos a clientes, e que incorpora conceitos de participação direta de usuários com conteúdo. Assim, uma pessoa cadastrada ou cliente pode acessar a página da empresa para relatar as condições de trânsito nos locais pelos quais passou, colaborando para uma fotografia eletrônica mais exata do trânsito naquele momento.

    A própria ABI, em estudo separado, afirma que esse tipo de iniciativa, de incluir o usuário como gerador de conteúdo, será decisiva para empresas de softwares e mapas. O conteúdo de navegação gerado por usuários vai se tornar um componente chave que permitirá às companhias melhorar seus serviços com informação em tempo real e com custo baixo, e que permitirá que fortaleça seu nome e marca, diz o analista de sistemas de navegação do ABI, Dominique Bonte.

    Certo de estar no caminho correto com o aumento nas importações e no desenvolvimento de serviços adicionais, o diretor comercial e sócio da Maplink, Frederico Hohagen, afirma que o mercado ainda oferece oportunidades muito atraentes.

    Quanto mais sobe o índice de trânsito, melhor conseguimos vender nossos produtos, afirma ele. Mas com o aumento nas vendas, temos também de elevar nossos investimentos para fornecer serviços melhores e mais relevantes, pondera o executivo.

    Segundo Hohagen, as estimativas de vendas mundiais de aparelhos GPS da ABI não são exagero. Especialmente se levarmos em conta que, quanto mais o tempo passa, mais barata fica a tecnologia, diz. Tenho certeza que, no mercado brasileiro, quanto tivermos navegadores a R$ 499, de qualidade, o uso vai explodir. Principalmente por conta de cidades como São Paulo, afirma, acrescentando que isso pode muito bem ocorrer ainda neste ano.

    Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL391358-9356,00.html

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