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  • Google foca em mapear cidades-sede da Copa de 2014 para o Street View

    9 de janeiro de 2010 · Categoria: Notícias

    As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo começaram a ter todas suas ruas fotografadas para o serviço Street View, do Google, desde a segunda-feira (4), mas a intenção da empresa é ter todas as cidades brasileiras que serão sedes da Copa do Mundo de 2014 em seu site de mapas.

    “Vamos fotografar dos grandes centros urbanos para os menores, de acordo com o interesse público. Naturalmente, vamos privilegiar as grandes capitais e as cidades que sediarão a Copa do Mundo”, afirma Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil. “Esses locais despertarão muito interesse tanto dos brasileiros como do mundo todo”. Na cidade de São Paulo, a estimativa é que o mapeamento leve cerca de 4 meses.

    Em seguida, os 30 carros adaptados especialmente para comportar uma torre com nove câmeras irão fotografar as ruas das grandes metrópoles e das cidades turísticas até chegar aos menores municípios brasileiros. O trabalho no Brasil será contínuo, como é feito nos 28 países em que o Street View está presente no Google Maps. Os carros não irão parar de rodar pelo país.

    As nove câmeras fotográficas captam imagens do horizonte e do céu, fornecendo uma captura de 360º na horizontal e 280º na vertical. Ao fotografar as ruas, um GPS marca as imagens para que o computador identifique onde é o local. “As imagens são tratadas por um software proprietário desenvolvido pelo Google, criando uma espécie de bolhas”, diz o diretor de comunicação. “A sensação é que se trata de uma imagem única que, quando associada a outras capturas, dará uma ilusão de sequência ao se navegar pelo Street View”.
     
    Problemas e privacidade

    O Google não tem uma perspectiva de quanto tempo levará para fotografar as ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro – Belo Horizonte já foi mapeada por ser a sede do centro de engenharia da companhia no Brasil. A estimativa é que leve entre três e quatro meses para realizar as fotos e mais alguns meses para processar as imagens.

    O tempo e o trânsito podem ser alguns dos problemas que os carros enfrentarão durante a ronda diária. As fotografias não ficam com qualidade quando chove, apresentando pingos e borrões, embora as câmeras sejam à prova de água. A empresa não quer também que as fotos mostrem um mar de carros parado – cena comum em São Paulo. “Os carros estão saindo para o trabalho fora dos horários de pico de trânsito”, conta Ximenes. Toda a capital paulista, inclusive regiões periféricas e com pouca segurança, terá suas ruas fotografadas.

    Outra preocupação é com a privacidade. Ao capturar imagens em ruas movimentadas, é impossível evitar que pessoas apareçam no Street View. Para evitar que elas sejam identificadas nas fotos, o Google utiliza um software que borra os rostos e placas de carro automaticamente. Caso alguém se reconheça ao navegar pelo serviço, existe um link na parte inferior da página que pode ser acessado. Após preencher um formulário e enviar a solicitação para a empresa, a imagem será removida.

    No entanto, há quem deseje aparecer a todo o custo no Street View e ir para a posteridade da internet. “Para evitar que estas pessoas fiquem muito excitadas com a exposição, não revelamos por onde o carro vai passar”, afirma o diretor do Google. “A única certeza é de que ele irá passar na sua rua uma hora ou outra”.

     

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