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  • Pesquisas abordam uso de geotecnologias na rastreabilidade animal e no monitoramento de pastagens

    5 de janeiro de 2011 · Categoria: Notícias

    A Embrapa Monitoramento por Satélite teve mais dois projetos de pesquisa aprovados em edital do Sistema Embrapa de Gestão. Os resultados foram divulgados este mês. Os projetos GeoRastro e GeoDegrade foram aprovados dentro do Macroprograma 2 – Competitividade e Sustentabilidade e tem como tema a aplicação de geotecnologias para a rastreabilidade animal e para a identificação e monitoramento de pastagens degradadas.

    O desenvolvimento de um sistema de geodecisão para rastreabilidade da bovinocultura de corte, envolvendo a análise das práticas de manejo, sanidade, ambiente e produção sustentável é o tema do projeto GeoRastro. O pesquisador Ricardo Guimarães Andrade, líder do projeto, explica que a idéia é integrar tecnologias e ferramentas específicas para determinar e autenticar a origem geográfica do gado, a adesão às práticas de boa produção e a aplicação de um sistema de gerenciamento de qualidade no campo.

    O projeto deverá explorar o uso de dispositivos mecânicos e eletrônicos para coleta e registro de informações relacionadas à mobilidade do animal, ao manejo e à sanidade, por exemplo. Esses dados serão integrados com informações geoespaciais ligadas a aspectos ambientais, como condições climáticas, tipo de vegetação, quantidade de fitomassa, hidrografia, uso e ocupação das terras, tipo de solo, topografia, indicadores de degradação das áreas de pastagens, entre outros. “Assim, pretende-se agregar ao sistema de geodecisão uma visão espaço-temporal dos aspectos ambientais da área de produção extensiva de bovinos, criando condições para tomadas de decisão”, afirma Guimarães. O projeto vai buscar atender à crescente demanda por segurança e qualidade alimentar na produção extensiva de carne. Participam do projeto pesquisadores de outras cinco unidades da Embrapa, Cemagref, da França, Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

    Outro projeto liderado pela Embrapa Monitoramento por Satélite, aprovado no edital, pretende viabilizar a identificação e o monitoramento de processos de degradação de pastagens através do uso de geotecnologias. O projeto GeoDegrade vai abranger áreas de pastagens em três diferentes biomas: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Segundo a pesquisadora Sandra Furlan Nogueira, que lidera o projeto, como a pecuária brasileira é desenvolvida predominantemente a pasto, a degradação das pastagens tem sido um grande entrave para o setor, causando prejuízos econômicos e ambientais. “Além de contribuir para a produtividade, a recuperação dessas áreas degradadas deve favorecer o aumento da produção sem a necessidade de expandir as áreas de pastagem via desmatamento”, completa.

    O uso de geotecnologias representa uma importante estratégia principalmente por tratar-se de uma técnica que se aplica a grandes áreas e com difícil acesso. A identificação e o monitoramento dos níveis de degradação de pastagens de maneira ampla e precisa deve contribuir para subsidiar a elaboração de políticas públicas e tomadas de decisão. “Os resultados obtidos podem atender as crescentes demandas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para a exploração sustentável da produção agropecuária e o aproveitamento de áreas degradadas”, afirma a pesquisadora. Além da Embrapa Monitoramento por Satélite, o projeto tem a participação de outras seis unidades da Embrapa, do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD), da França, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Unicamp e do Museu Paraense Emílio Goeldi.

    GeoPecus
     A Embrapa Monitoramento por Satélite teve também sua participação aprovada em um Macroprograma 1 – Grandes Desafios Nacionais. Trata-se de um projeto de pesquisa em Rede denominado PECUS. Este projeto é fruto da ação conjunta de várias instituições de pesquisa, sendo composto por 12 projetos componentes. A pesquisadora Sandra Furlan Nogueira vai coordenar o projeto componente “GeoPecus – Geotecnologias Aplicadas à Dinâmica de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária Brasileira”. A Rede PECUS é liderada pela pesquisadora Patrícia P. A. Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste. O objetivo geral da Rede é estimar a participação dos sistemas de produção agropecuários na dinâmica de gases de efeito estufa. O trabalho busca suprir uma lacuna de informações científicas essenciais para apoio a políticas públicas associadas ao agronegócio, além de apoiar o cumprimento das metas voluntárias assumidas pelo Brasil junto à COP 15.

    Fonte: Embrapa Monitoramento

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