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  • Receptor mapeará unidade de conservação e queimada

    23 de novembro de 2008 · Categoria: Notícias

    Melhorar e recuperar a estação de recepção dos dados dos satélites da Fundação Cearense de Metereologia e Recursos Hídricos (Funceme) que monitoram os focos de calor no Estado do Ceará. Estas serão as funções dos equipamentos que foram entregues, ontem, pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) à Fundação. Também vão permitir que sejam identificadas áreas de degradação ambiental e que estejam em processo de desertificação.

    De acordo com o meteorologista da Funceme, Raul Fritz, este novo aparato é de suma importância para o melhor funcionamento dos satélites, além de possibilitar a localização mais precisa de práticas de degradação ambientais. E isso será possível com o aparelho Differential Global Positioning System (DGPS). Trata-se de dois receptores geodésicos, de alta resolução. Segundo Fritz, o DGPS consegue obter imagens de todo o território do Estado, com maior alcance, identificando e monitorando áreas mais suscetíveis a queimadas, em, no máximo, 20 minutos. Com margem de erro menor que 10cm, ele é um receptor de coordenadas para mapear áreas com focos de calor e unidades de conservação. Por meio desses equipamentos, a Funceme fornecerá aos técnicos do Programa Estadual de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais (Previna), as imagens do satélite NOAA e o mapeamento georreferenciado dos focos de calor, localizando-os geograficamente de forma automática, alimentando o banco de dados do programa. Ainda este mês, estarão funcionando mais um plotter, um diskstore (servidor de arquivo de imagem), um terabyte, bem como equipamentos de videoconferência. Para o meteorologista, com este último, “será possível fazer cursos, reuniões sobre impactos ambientais com municípios do Interior e até outros Estados”. Os equipamentos foram adquiridos pelo Governo do Estado.

    A coordenadora do Previna, Ana Cecy Pontes, apresentou a redução no número de focos de calor no Ceará durante a atuação do Previna. Em 2003, quando o programa foi implantado, foram identificados 14.426 focos de calor. Já em 2007, caiu para 2.614, ou seja, em 4 anos houve uma redução de 700% no número de focos de calor no Estado.

    Esse resultado deve-se ao trabalho de conscientização dos agricultores feito pelos técnicos do programa, por meio de cursos e seminários, para utilização de práticas conservacionistas e menos desgastantes na agricultura. “O homem do campo, muitas vezes por falta de orientação, faz queimadas para preparar o solo justamente no período mais crítico do ano, nos meses de outubro e novembro, e isso pode ocasionar incêndios já que o fogo pode se alastrar em virtude da vegetação seca”, salientou Cecy.

    Segundo ela, as queimadas, ao longo do tempo, causam esgotamento progressivo dos solos, deixando-os inférteis e influenciando na biodiversidade, expandindo a desertificação.

    Mais informações:
    Funceme: (85) 3101.1102
    Conpam: (85) 3101.1234

    Fonte: [url=http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=590738]Diário do Nordeste[/url]

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